Fantástico - 14/05/2006

(Leia também a "Palavra do Presidente" sobre o assunto.)

Quando erram, nós não os perdoamos, somos, freqüentemente, implacáveis com eles. Até que, num fim de semana trágico, vislumbramos o que seria de nós sem a polícia. Aos mortos, e aos vivos, o Fantástico faz um tributo.

Eles são a linha de frente da democracia. Para além de manter a ordem, sua função é garantir nossa liberdade.

Há coisas que consideramos certas, como o ar que se respira, e que só valorizamos quando as perdemos: como a saúde, a liberdade, a vida.

É fácil criticá-los, são eles que morrem por nós. Num fim de semana, trinta e cinco se foram.
Dia das mães, dia do enterro dos filhos.

Policiais civis... Militares... Um bombeiro!

O nome oficial é agente do estado, mas desde crianças, aprendemos a chamá-lo de "seu guarda".

Guardam. Vivem, e morrem, para nos guardar.

Quem sabe, esta tragédia não seja a oportunidade que nos faltava para refletir sobre esses homens e mulheres, que por tão pouco soldo, protegem algo muito frágil, delicado: a construção do Brasil.

Sua principal arma não é de fogo, nem branca, é letra, palavra: o nome da lei.

Pedro Bial - Jornalista

http://fantastico.globo.com/Jornalismo/Fantastico/0,,AA1196277-4005-458274-0-14052006,00.html

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